quinta-feira, 26 de outubro de 2017

piada


José Correia de Lima (1814-1857)
Retrato do marinheiro Simão, o Carvoeiro (1853)
óleo sobre tela - 92,5cm x 72,3cm
Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro (RJ) - Brasil

Há como rir para uma piada? Coloco uma meia na cabeça. Ela esbarra na testa. Corro ao carro com o casaco. Faz frio. Vejo a cortina em meio-vidro. Penso que se deva ser assim. Azul e branco como um desfile à noite em fevereiro. Do chá não bebo. Predicativo do objeto. Solto a voz.


Três potes. Café, almoço e jantar. Pretendo não dormir até não se consumar o tempo. Uma fita rodava por trinta minutos e era o tempo que se levava até sonhar. Havia uma medida que era conhecida. Faz-se então, em rede nacional, a onde se sentava com as pernas em qualquer móvel de imbuia.

É isso. Algo que não acontece. Que não se pensa, e nem se preze ou se prense. Duas janelas entraram bem ao anoitecer; trouxeram a galheta. Vidro-inteiro e aço. Destes dedos que te escrevem ao seus olhos que me refletem.