quarta-feira, 9 de maio de 2012

Nem a japonesa loura

MarkRothkoNem a japonesa loura e nem a mestiça moura estavam lá. Àquela construção entre serra e lago voltava seus convidados ao eterno olhar. Aos cuidados do mestre-sala, que nem ao menos enxerga seu pé, via-se tudo e era ele que conduzira os aprendizes a maestro. Suas habilidades eram o sorriso e a onipresença. Depois, ao escutar a voz do coração, partia em passos sinuosos ao encontro. Refinava-se o escutar e quando recebia o quase último deles, reciclava-se em força e criatividade.

Sim, as maçãs dos rostos. Numa breve locução das atividades ali aprendidas eram volver-se ao outro e em volta de si mesmo. Qualquer extração contava com parte de todos. Verificavam-se roucos pensamentos nas comemorações, abraços e ritmos. Fazia sol naquela noite e todas as músicas foram lembradas. Às estrelas, um conto em fantasia e um soneto em som e fúria.

Algum trapezista revestiu quatro bandejas e todas as escadas. Ocupava-se das esferas, que em contato com o ar, arremessavam sua luz ao infinito. Ao que os sentimentos não conseguiam dar nomes entoava entre os dedos, narizes, ouvidos, pupilas e línguas. De certo encantamento fez a vida e agradecimento.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Na praia

Na praia. Deitava sobre a areia e em poucos minutos, qualquer indício de sol vencia as altas construções que orbitavam as ondas. Braços ao alto, olhos pouco visíveis e certa cadência nos gestos. Ralhava aos copos de plástico e mais ainda aqueles leitores alterosos.


Enquanto as medidas eram geometricamente vislumbradas; ainda seus ombros, em face a todos, moviam-se em cativantes deslocamentos às trilhas em preto e branco. Em outros nós em desencontro havia um relógio de água.


Todos, sim todos. Ao caminhar, refletia em cores amarelas seus pensamentos.