sábado, 15 de junho de 2013

Necodá

Das Narrenschiff 1923 Oskar Laske
Havia um tecido. Havia um furo no tecido. E era por aquele pequeno que o vento soprava. O movimento foi contrário e inesperado sem qualquer dimensão definitiva. Era no meio que tudo começava e suas articulações iam se expandindo em direções fragmentadas. Apropriava-se e se alimentava.

O povo do caminho. Peso, tempo, espaço e fluência. E os escritos pouco definitivos eram as referências as quais se referiam. Padeciam de alguma memória e de todos os pensantes.Não mais além deles mesmos. Seus imaginários sociais eram ligar e desligar, mesmo que as ordens estivessem invertidas.

Só a nós mesmos é que uma surpresa faz sentido e faz surpreender. Àquelas liberdades em amostras e possibilidades, a ataraxia pisava em caminhos esparsos.  O pensar sem signos dobrava o presente. O futuro já não existe mais e o passado é imprevisível.

sábado, 8 de junho de 2013

Hashima

Vivian Maier
Sem data sem título
Tão perto. Comemoração. Quando pisávamos na grama e nos fartávamos de sorrisos e abraços. Seus pequenos círculos de passos largos e frios. Qualquer temperatura que fosse recordável. Sim, atenção depois de certa idade. Porque, aos pequenos em idade, a alfabetização fundia-se com os primeiros amores.

Ontem quando voltava do trabalho. Música e saudades. Rostos em alguns pensamentos polifásicos.  Certos naquela abertura às teorias não provadas. Um ganha pão. Mágica com as mãos. Truques em solos de guitarra. Lembro-me do chão em lajotas vermelhas. A timidez me recolhia à altura dos olhos.

Quão perverso era aquele lento veneno da indiferença? Queria apagar o texto e reescrevê-lo, entretanto, pois então, entre tantos, muitos de então. Pôs se a olhar. Restavam suas fitas em aleivosias. Espremia suas idéias em paráfrases, quase dobradiças.  Não me dirijo à sensibilidade de cada um. Amo-te.