domingo, 25 de maio de 2014

Gilvaz

Van Gogh
Flowering Plumtree  1887
Van Gogh Museum
Amsterdam
Distinguo o marrom. A lógica era pressentida de igualdades. Pouco de luz e certamente carregada na maquiagem. Numa viagem aos trópicos viu-se em dois espelhos: as formas eram espumas. E não mais voltou. Apagaram-se as vozes e os seus semitons. Outra nota aguda em poucas partituras. Já não as lia.

Ia se acostumando à própria dexistência. Cores repentinas e sonâmbulas. Vestiam-se em fuldas. E em sonhos, arriscavam-se em ladeiras de pedra. Evidentemente, mentiam. Sempre. Assim, não narravam a vida de qualquer ser que respirava ou andasse. Uma centena de séculos ou segundos depois, lembrava-se do ordinário.

Torço as lentes dos óculos e imediatamente começo a ver claros e escuros. Todos os contrastes e texturas. Deito-me em noites de calor. Porque sei que varrer a casa após o sol é certeza de má sorte. E as cordas pareciam mais longas quando balançadas. Ou talvez fossem as distâncias entre o chão e os pés que insistiam em diminuir.