sexta-feira, 14 de novembro de 2014

É quase árvores

Raphael Soyer
Cafe Scene
1940
Óleo sobre tela
61cm x 50,8 cm
Brooklyn Museum, Nova Iorque, EUA
É quase árvores. Nesta humanidade de cordas e poucas idades, trançamos uma ida. Até que o chá esfrie e queime as nossas gargantas vagarosamente. Como uma enseada; uma cobra de vidro que nos envolve. Costumava não ter pensa sobre as coisas além da janela. É quase árvore e onde dormimos é um recheio de nossas insignificâncias.

De maneira que repetimos, e então tudo fica diferente. Nada mais que o desimportante que nos atravessa, que caudalosamente, nos amarra ao tempo. Um paradiddle de desheróis  - direita, esquerda, direita, direita, esquerda, direita, esquerda, esquerda. Vou sujando os troços, ando sujando os troços, os trocos, o tocos.

E os muros desenhados, os encantamentos, os cantamentos, os poros. Enquanto transvejo os meus mundos, o meu mundo, o mundo que me vê, as váguas se ressentem cheias de precariedade. Conheço os que imitam navios, que assoviam os passarinhos e eles são raros.