sábado, 21 de março de 2015

to what end

Michelangelo Pistoletto - Plexiglass- 1964
Galleria Gian Enzo Sperone - Torino - Itália
Era alguma paisagem vermelha que sobrevoávamos, ou talvez, quase certo qualquer contínuo em verde. Sou daltônico. Acho que não precisamos de explicações. Meu último gole de água e nenhum anacoluto. Afinal, a poeira veio para ficar. Qualquer sorriso entre a geladeira e os cubos de gelo é suficiente para conseguir ouvir.

Enquanto as tragadas sentiam atravessar o frio; eu lia o bilhete dobrado em quatro partes. A primeira era dedicada às escadas daquele pulgueiro da esquina. E depois, após o segundo vinco, eu recitava: nada como ter óculos de lentes verdes - corria - me prendo ao chão e claro colapsei em mastigar aquela pedra delo.

É preciso ir. Não. Não é preciso ir. É preciso nada. Nada, então, é preciso. Que sequência de nada nos torna necessários - poderia argumentar o velho timoneiro. Assim foram oito minutos de um diálogo entre cinco personagens. Acho que o vestido da mocinha era azul, embora minha memória ou minha córnea tenha refratado o oposto.